
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad espera que o Brasil não seja afetado com um possível "tarifaço" dos EUA
O governo brasileiro monitora os desdobramentos das novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. O ministro da Economia, Fernando Haddad, afirmou que uma eventual inclusão do Brasil na lista de países afetados seria inesperada, considerando o equilíbrio da relação comercial entre as nações.
Segundo Haddad, os EUA mantêm superávit na relação bilateral, com maior volume de exportação para o Brasil do que importação. Durante viagem a Paris, nesta terça-feira (1º), o ministro destacou que o Brasil participa ativamente de negociações comerciais com os Estados Unidos e que eventuais medidas restritivas seriam contrárias ao histórico de cooperação entre os dois países.
Relatório dos EUA
Próximo ao anúncio das novas tarifas, um relatório produzido por um órgão ligado ao governo norte-americano criticou políticas tarifárias brasileiras. O documento menciona impostos aplicados sobre produtos como etanol, carnes, bebidas alcoólicas, equipamentos e filmes, o que poderia influenciar futuras decisões dos EUA.
Medida de retaliação Comercial
Diante do possível aumento de tarifas, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um projeto de lei que permite ao Brasil adotar medidas de reciprocidade comercial contra restrições unilaterais. O texto segue agora para avaliação da Câmara dos Deputados.
O governo segue acompanhando as decisões norte-americanas e avalia possíveis impactos sobre a economia brasileira.
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